Ivana Cubas

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Designer, artista, empreendedora, mãe de três filhas que se descobriu no mundo da fotografia há alguns anos e se encontrou na Fotografia de Parto e na arte de contar as histórias através de imagens (fotografia e vídeo).

A MINHA HISTÓRIA
A fotografia sempre esteve presente em minha vida, principalmente na profissional. Gosto de falar que ela chegou me atropelando! Quando só trabalhava com design gráfico – hoje ainda trabalho com isso, mas divido o tempo com a fotografia – eu sempre precisava de imagens para as peças e nunca tinha nada na mão. Então, resolvi mergulhar nesse mundo de imagens e sensibilidade, e me profissionalizar como fotógrafa!

O gosto pelo Registro de Parto… bem, estou 5 anos, fazendo os registros, pois minha história com partos começou a muito mais tempo…

A “fotografia de parto” entrou em minha vida quando assisti ao primeiro parto natural/humanizado domiciliar. Eu vi a Isabella nascer quase por acaso – se o acaso existir, claro. Neste dia, eu passei na casa da Beth para fazer umas coisas e ela falou, “É hoje!”. Perguntei se queria que eu fosse embora e ela me respondeu, “Não. Faz suas coisas e fica tranquila”. Na casa, acompanhei toda a movimentação do parto domiciliar, com médico e assistente preparando tudo para a chegada da Isabella. Isso, em 1993, há quase 23 anos atrás.

Estando ali, acabei ganhando uma função e corri colocar as panelas de água no fogo para esquentar, como em filmes antigos, sabe? O clima, o cenário, e as personagens daquele teatro da vida real me seduziram rapidamente. E foi lá, junto com a Beth no seu protagonismo, a Emiliana (irmã mais velha da Isabella que fui buscar na escola de bicicleta pra ela ver a chegada da irmã), Fernando (o pai) e equipe médica, nesse dia, que vi a coisa mais impressionante da minha vida: UM NASCIMENTO! Foi muito, muito, muito intenso, que demorei dias para conseguir falar para alguém sobre essa experiência que tinha vivido.

E esse foi meu primeiro registro de parto! 😀 Um registro de parto humanizado domiciliar, que nem sei se já tinha esse nome naquela época. É um registro que vive na minha memória e dentro de mim, e que deixou sua marca tão forte que me inspirou a ter minhas filhas de parto normal, nos mesmo moldes da Beth.

Hoje, meu papel é registrar histórias de amor como esta que acabei de contar. É registrar histórias de famílias, de partos, de nascimentos, de bebês, do nascimento de mães e pais, e acompanhar essas famílias ao longo da vida, registrar seus próximos passos, suas comemorações, suas conquistas, alegrias e, acima de tudo, registrar o amor que existe nestes laços tão forte.